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SOBREVIVÊNCIA
versus
ALEGRIA DE VIVER
por Ivete Adavaí
20 de Fevereiro de 2009

Ao deixarmos
o Lar não trouxemos tudo, do mesmo modo que, quando vamos viajar,
não levamos tudo para o outro lugar aonde vamos: apenas o essencial,
o suficiente para sobreviver ali. A maior parte dos nossos pertences
fica em casa. Assim fizemos quando descemos às dimensões inferiores,
trouxemos apenas um fragmento do Ser Maior e glorioso que somos e
continuamos a sê-lo nos domínios superiores. Aqui trouxemos uma
parcela necessária para experienciarmos a fisicalidade e agregar
ações/feitos para o enriquecimento do nosso Ser Maior, que é a nossa
verdadeira Essência, e para o nosso Supremo Criador Pai/Mãe.
Por isso jamais estivemos ou estamos sós. Temos, além dessa Parte
Maior, que “ficou” nos domínios superiores a zelar por nós, toda a
família espiritual que nos protege, guia, orienta e torce por nós.
Este é um motivo mais do que suficiente para sermos alegres.
Precisamos permitir que a alegria de viver envolva os nossos dias na
Terra. É como uma responsabilidade com a nossa Essência, sermos
alegres, porque temos todas as razões para isso.
Uma atitude de apenas deixar o “tempo passar” não é benfazeja para
nós nem para os que nos veem, porque denota desânimo, obrigação,
como quem está arrastando um peso enorme. Mais uma vez, precisamos
nos concentrar no nosso centro de poder solar (plexo solar e chackra
cardíaco) e resgatar a alegria que aí reside. Procurar cuidar de nós
como faríamos com uma criancinha muito amada, ouvir as nossas
necessidades, dar-nos o conforto de estar com nós mesmos em todas as
ocasiões sejam quais forem, nos priorizarmos, de fato.
Fomos acostumados a cuidar do outro seja lá quem for, e nos deixar
por último, como aquela dona de casa que prepara a refeição para a
família e não se senta à mesa com eles, porque continua trabalhando
na cozinha. Há uma espécie de vício, que faz com que nos abandonemos
ao primeiro aceno dos demais, como se eles fossem mais merecedores
da nossa atenção do que nós. Dessa forma, a vida fica difícil,
porque não pode haver alegria no abandono. E é exatamente isso o que
fazemos quando descuidamos de nós para viver a vida do outro. Não
foi para isso que vimos aqui.
Vamos procurar a alegria nos mínimos detalhes da nossa vida, vamos
atraí-la para o nosso lado, vamos festejar cada sucesso por menor
que seja, cada amanhecer, cada pôr do sol, cada dia vivido, não
importa se correspondeu ou não as nossas expectativas. O que importa
é a vida experienciada aqui e agora nesta época decisiva e
irrevogável.
Podemos solicitar ao Elohim da Serenidade que seja nossa companhia,
à medida que adentramos a Nova Terra e que a situação mundial chega
ao ápice do descontrole, até conseguir atingir o equilíbrio
apropriado. Com isso, teremos melhores condições de aguardar o que
vier e não ficar desanimados, revoltados, impacientes e
consequentemente, tristes, sobrevivendo simplesmente ao invés de
viver com a alegria que nos devemos.
Vamos nos alegrar, de fato, porque chegamos até aqui, porque vivemos
na época mais importante da história da Terra, porque estamos
resgatando os nossos dons e dádivas, que sempre possuímos, mas que
estavam envoltos no esquecimento. E, com a alegria, vem a gratidão e
o apreço por SERMOS QUEM SOMOS e estarmos onde estamos nesta grande
tapeçaria, em que cada um de nós é um fio que compõe a trama. Sem
nós, o Criador não poderia apresentar a sua obra de arte, a Criação,
na tessitura da vida.
- Ivete Adavaí – adavai@antares.com.br - 20 de Fevereiro de 2009
Visite o blog da Ivete:
http://adavai.wordpress.com/
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