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Cada circunstância em nossa
realidade existe porque escolhemos aceitar ou recusar um presente.
Agora a palavra “presente” tem que ser considerada no contexto
certo, porque neste caso, significa aprendizagem, experiências de
crescimento e de cura; são presentes porque são oportunidades para
que resolvamos e liberemos energias desalinhadas, karma, traumas e
feridas da alma. Eles nem sempre aparecem em nossas vidas como
coisas que nos façam sentir bem, nos tragam alegria e inspirem
sentimentos amorosos e cordiais. Alguns presentes desafiam as nossas
crenças fundamentais e o nosso poder; outros são oportunidades para
confirmar se aprendemos uma lição. Mas em cada situação, não importa
qual seja, nós sempre temos uma escolha de aceitarmos ou recusarmos.
Isto faz com que a nossa jornada pareça muito fácil desde que tudo o
que temos a fazer é dizer “sim” ou “não” a uma situação que apareça
diante de nós. Com o “sim” nós aceitamos e conseguimos o que
queremos, e com o “não” estamos indicando claramente que estamos em
nosso caminho espiritual e sabemos no que não queremos entrar.
Enquanto esta parte é um pouco obscura, o que é absoluto é que não
há “talvez” em nossa jornada da alma, ainda que não estejamos certos
do que queremos. Assim por que abordamos muitas lições com tanta
dúvida e confusão se sabemos que a resposta será sempre um simples
“sim” ou “não”?
Porque adicionamos elementos ao nosso “sim” ou “não” que os
transformam em exercícios longos e prolongados na tomada de
decisões, e uma resposta “aceito” nem sempre significa que estamos
de acordo. O que quer que recusemos nem sempre indica que não
queiramos algo. Entrelaçadas em nossas respostas estão expectativas,
desejos, necessidades, vontades e uma esperança silenciosa de que
não importa o que escolhamos, o Universo irá fazer a diferença se a
nossa escolha não for poderosa e criar o melhor resultado em nosso
interesse. Em cada escolha que aceitamos ou recusamos, há
expectativas, manipulações, resultados desejados e certa quantidade
de medo.
Cada escolha de aceitarmos ou recusarmos nos coloca em um caminho
diferente. Pensamos que aceitar significa sim e recusar significa
“não”, mas às vezes é o contrário. Podemos também recusar
significando “sim” e aceitarmos, significando “não”. E se estamos
fazendo esta escolha inconscientemente, estamos ainda nos
comprometendo tão fortemente a ela, como se estivéssemos plenamente
conscientes e confiantes. Cada resposta é uma aceitação do caminho
que a acompanha, assim até se recusamos não estamos necessariamente
fora de uma situação difícil, não estaremos no caminho que uma
resposta “sim”, ou de aceitação, teria criado para nós.
Vocês estão confusos ainda? É complicado, mas não é tão difícil,
porque há uma maneira de determinar qual é a escolha melhor, mais
gratificante e mais elevada e isto é para fazer uma pausa,
considerar e estar consciente de que temos sempre uma escolha;
nenhuma escolha é melhor do que qualquer outra escolha e todas as
escolhas nos levam a um caminho específico, que é adequado e melhor
para nós, porque se assim não fosse, escolheríamos outra coisa.
Quando e o que deveríamos aceitar? Qualquer situação que sentirmos
que está em nosso bem mais elevado. Como decidimos isto? Verificando
com nós mesmos e fazendo algumas perguntas simples:
Esta é a melhor escolha para mim neste momento?
O que eu estou aprendendo com esta situação e quais são as minhas
opções?
Será que eu quero realmente fazer isto?
Com o que eu estou me comprometendo?
O que eu irei ganhar com isto e o que eu irei perder?
O que mais é possível para mim?
A última pergunta é provavelmente a mais importante, porque
acreditamos que seja o que for que estejamos enfrentando é a nossa
única opção, mas não é. Somos seres ilimitados, vivendo em um
Universo ilimitado, assim enquanto podemos ver somente uma escolha,
há muitas outras das quais estamos totalmente inconscientes. Assim
ao perguntarmos o que mais é possível, estamos fazendo uma pausa
apenas pelo tempo suficiente para considerarmos que pode haver uma
escolha diferente para nós que ainda não consideramos e que pode ser
mais gratificante, levar a mais alegria, ficarmos mais alinhados com
o que nos tornaremos, uma vez que permitamos que as nossas energias
se expandam em níveis mais elevados, que é parte do que cada escolha
nos oferece.
Estamos dispostos a assumir este risco e nos tornarmos uma versão
mais elevada de nós mesmos, ainda que não tenhamos idéia do que isto
significa? É a isto que cada escolha nos leva, se estivermos
dispostos a entrar em nossa própria grandeza, em nossa divindade,
nos aspectos mais elevados e expandirmos as nossas energias para
incluirmos a plenitude do nosso potencial em nossa realidade.
Nenhuma escolha pode ser certa ou errada, boa ou ruim, porque
escolheremos aquilo que é possível para nós em cada momento.
O que deveríamos lembrar é que qualquer escolha pode ser mudada a
qualquer momento. Determinamos isto através do resultado, que
conhecemos, uma vez que tenhamos feito a escolha (é onde entramos em
dúvida, confusão e indecisão, porque queremos saber o resultado da
escolha antes de escolhermos, assim sabemos que fizemos a escolha
“certa”.) Entretanto, isto é conhecido somente após a escolha ter
sido feita, que é porque ficamos mais receosos de recusarmos do que
aceitarmos, ainda que a recusa seja a nossa opção mais poderosa.
Há somente uma maneira de descobrirmos e isto é fazermos a escolha
de recusarmos ou de aceitarmos com confiança, fazendo uma pausa para
fazermos as perguntas e confiarmos que com o resultado saberemos se
fizemos uma escolha que expanda o nosso mundo ou o limite, e então
poderemos recusar esta opção e aceitarmos outra.
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