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O mundo é uma ilusão, porque
apesar das formas sólidas que toda a matéria requer na terceira
dimensão, tudo é visto (e muda), de acordo com a nossa percepção.
Não há uma visão padrão do mundo, pois ele pode ser visto como belo
ou feio, triste ou alegre, temeroso ou amoroso, dependendo das
crenças, gostos, sentimentos e pensamentos do espectador. Na
verdade, cada um de nós vê cada aspecto do mundo da sua maneira
exclusiva, porque o mundo é visualizado através dos nossos olhos e
sentido através de nossas emoções. Não há outra maneira de “ver” ou
de sentir o mundo que não seja a um nível individual e muito
subjetivo.
O que chamamos de mundo “material” é realmente um continuum
energético cuja forma parece ser física, sólida e real. E enquanto é
físico, a partir de nossa perspectiva, é muito mais. Nosso
relacionamento com o mundo é físico porque estamos conscientes e nos
relacionamos, em nossa experiência humana, com a natureza física da
realidade. Mas isto é somente uma perspectiva. Nosso verdadeiro
relacionamento com o mundo é energético, porque o mundo é
simplesmente um fluxo de energia.
A energia não é uma única frequência ou valor com uma variação
definida. Ela é uma variação ilimitada de frequências a que estamos
conectados, de acordo com a nossa própria vibração energética. Não
há um nível de energia pré-estabelecido no mundo. Entretanto, há
níveis que correspondem à vibração coletiva neste espaço. Podemos
somente experienciar estas frequências que correspondem a nossa, que
é porque nos sentimos deslocados e desconfortáveis em uma área
geográfica ou perto de determinadas pessoas e completamente
acolhidos e à vontade com outras.
O que precisamos saber sobre a energia do mundo e da vida é que ela
nos encontra onde estamos energeticamente. Quando mudamos a nossa
energia, o mundo nos encontra em outra frequência. Se quisermos
controlar o mundo (e a nossa vida), precisamos saber como controlar
a nossa própria energia. E fazemos isto compreendendo as nossas
emoções porque é assim que nos conectamos com a energia da Terra.
Nossa percepção do mundo nada mais é do que a interseção entre a
energia da Terra e as nossas emoções. Pensem em um lugar onde vocês
tenham memórias agradáveis e possam sentir a alegria e ver lá a
beleza. Agora compartilhem esta percepção com alguém que tenha uma
memória desagradável deste lugar e a sua experiência e sentimentos
são muito diferentes. Onde vocês vêem a beleza, eles vêem a feiúra.
Onde vocês se lembram da alegria, elas se lembram da dor. É ainda
este mesmo local, mas com uma experiência energética diferente.
Esta é uma simples verdade sobre o mundo: nós somos seres
energéticos e vivemos em um mundo energético. Acreditamos que o
mundo está aqui para ser conquistado e superado, mas é simplesmente
um fluxo de energia que não tem nenhum julgamento ou agenda conosco.
A energia não se importa com o que é ou o que se torna; ela
meramente responde ao que mostramos na forma de nossas emoções,
crenças e pensamentos e se transforma para acomodá-las. Assim os
desafios da vida não são mais do que transformações da energia em
algo que podemos conhecer como um desafio, em resposta a nossa
própria energia. E as alegrias da vida representam a transformação
da energia em algo que sentimos como prazeroso. Tudo o que
conhecemos do mundo é um reflexo de nossa energia e tudo no mundo
muda quando mudamos a nossa energia.
Isto significa que temos a habilidade de criar o mundo naquilo que
queremos que seja a nossa experiência dele. Isto é a criação de
milagres, movimentando a energia de um espaço para o seguinte,
mudando as nossas vibrações para permitir níveis mais elevados de
frequência energética a serem expressos através de nós no mundo. Com
este ponto de vista, podemos acreditar que qualquer coisa é
possível, e é, para nós. Porque enquanto podemos mudar a nossa
percepção do mundo e a nossa energia, não podemos fazer isto por
ninguém. Cada pessoa tem o seu relacionamento exclusivo com esta
energia baseado em seus sonhos, desejos, Karma, vibrações, contrato
de alma, crenças, pensamentos, experiências passadas e lições de
vida. Com tantos fatores diferentes afetando a energia, podemos
estar na mesma página com alguém?
Podemos compartilhar uma série de vibrações energéticas com alguém,
mas não podemos compartilhar uma visão do mundo, embora os nossos
pontos de vista possam ser semelhantes. Na verdade, não podemos
compartilhar qualquer aspecto de nossa experiência física do mundo
com ninguém. Podemos respirar, comer, viver ou rir por alguém?
Podemos nos sentir bem em relação a alguma coisa e então lhes dar a
exata experiência? Se vocês estão com sede e eu tomo uma bebida,
vocês ficam ainda sedentos? Naturalmente que ficam, porque eu não
posso lhes dar a minha experiência física. Vocês têm que fazê-lo por
si mesmos.
E é neste ponto que ficamos presos em nossos relacionamentos, porque
queremos compartilhar a nossa jornada com outros para validar as
nossas próprias experiências. Estamos à procura de um nível externo
de conexão que sentimos falta em nosso mundo interior. Mas o que
queremos realmente é alguém para criar uma vibração para nós do que
acreditamos que podemos criar para nós mesmos. É frustrante e nunca
funciona, porque estamos tentando compartilhar uma experiência
emocional em um mundo físico que é a nossa interpretação única da
energia. Nosso corpo emocional é o filtro que usamos para
experienciar a energia da Terra, julgando cada experiência através
de como nos sentimos sobre ela.
Imaginem estar perto de uma criança de 2 anos de idade, cujo humor
muda constantemente. Um minuto ela está feliz e rindo e no minuto
seguinte está chorando, gritando e jogando coisas por todos os
lados. Ela é assim porque está sempre no modo de resposta e o seu
humor muda de acordo com a energia que ela sente. E nós somos assim
de muitas maneiras, porque permitimos que as nossas emoções ditem
como experienciamos a energia da Terra. Desde que muitas vezes nós
não estamos no controle de nossas emoções, como a criança de 2 anos,
podemos acreditar que não estamos no controle da energia e não
estamos, contanto que as nossas emoções estão intensamente
envolvidas.
Com este ponto de vista, nós nunca estamos realmente no controle do
nosso mundo, porque contamos com o sentimento da energia, como um
participante, em vez de conhecermos a energia como um observador.
Esta é a diferença entre estar no comando do fluxo de energia ou nos
afogarmos nela. Muitas vezes, estamos afogados e incapazes de
encontrar a nossa saída porque ficamos presos na experiência
emocional da energia e nos esquecemos de que há outro nível, o da
intenção.
Através da intenção, nos tornamos mestres da energia porque
definimos a sua frequência ao invés de inconscientemente reagirmos a
qualquer energia que esteja ao nosso redor, o que inclui a de outras
pessoas. Muitos são sensitivos naturais, significando que estamos
conscientes da energia dos outros, mas isto ocorre mais
profundamente, pois estabelecemos a nossa frequência energética para
se alinhar com a deles. Fazemos isto por várias razões, para
transmutarmos ou mudarmos as energias menos elevadas, para ajudarmos
os outros em sua jornada de cura, vivendo ao lado deles, para
respondermos às necessidades da cura, sendo os servos, ao invés de
estarmos em serviço, ou porque respondemos automaticamente aos
outros, refletindo-lhes a sua cura. Deste modo, nós entregamos
partes de nossa luz para compartilhá-la, em vez de brilharmos mais
intensamente e aumentarmos a nossa frequência energética para
lembrar aos outros de seu poder interior.
Temos muito a aprender sobre a energia, luz e poder e como ajudarmos
aos outros em sua jornada. E tudo isto é parte da jornada de nossa
mestria, compreendermos que não importa o que estejamos
experienciando na Terra, trata-se de energia, de uma ilusão criada
da interseção de nossas crenças, emoções, pensamentos e percepções e
da energia da Terra. E como a areia na praia, a ilusão muda a cada
mudança em nossa própria energia. A cada vez que mudamos a nossa
energia, mudamos todas as nossas conexões com a energia da Terra,
que também muda a ilusão e como a percebemos. E quando nos
comprometemos a mudar as nossas vibrações para níveis mais elevados,
temos um impacto em todo o espectro das energias da Terra e as
mudamos também.
Quando nós compreendermos a verdade sobre a energia e os nossos
relacionamentos com ela, como as emoções desempenham um papel tão
importante e o que podemos fazer para mudá-las, não mais nos
sentiremos como se estivéssemos nos afogando na energia, porque
caminharemos na energia de nossa própria intenção e isto é o que
criará o Céu na Terra.
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