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CRIANDO UM FINAL FELIZ
Arcanjo Uriel - Através de Jeniffer Hoffman – Maio de 2008

Toda estória deveria ter um final feliz e cada situação deveria ter um
resultado prazeroso e alegre. Se isso fosse verdade não viveríamos
experiências dolorosas, nunca vivenciaríamos a traição e o
desapontamento e todo relacionamento seria de amor. Isso soa muito bem
em contos de fadas mas nem sempre corresponde à realidade. Na vida real,
temos experiências dolorosas, relacionamentos que com freqüência nos
enchem de mágoas e desapontamentos e o nosso final feliz não se
materializa. Mas isso é uma verdade? Um final feliz sempre tem que
parecer-se com um conto de fadas ou podemos redefinir os finais felizes
para que os encontremos em todas as situações?
Nossa definição de final feliz determina como iremos interpretar os
resultados de nossas lições. E então os julgaremos como sendo bons ou
maus, dependendo do sentimento que ele nos causa e do resultado final. E
se nós definirmos um final feliz como algo que nos transmite uma
experiência de aprendizado enriquecedora que acabe por mudar nosso curso
de vida? E se um final feliz significou que nós ganhamos conhecimento
que nos ajudaria a tornar-nos mais fortes, informados e com decisões
iluminadas no futuro? E se um final feliz significou que nos tornamos
mais confiantes em nossas habilidades a tal ponto que poderíamos
adiantar-nos em nossa divindade com absoluta fé e confiança em nossa
conexão com a Fonte? Isso sim seria verdadeiramente um final feliz.
Há um final feliz em cada situação mas isto pode nem sempre ser feliz,
no sentido com que “felicidade” é geralmente definido. Às vezes finais
felizes são tristes, envolvem perdas e desapontamentos, ensinam-nos que
não podemos controlar ninguém ou seus comportamentos ou nos mostram que
somos limitados em nossas habilidades para curar ou modificar os outros.
Às vezes finais felizes mostram-nos que temos resultados de pouco poder
quando fazemos escolhas enfraquecidas. Mas eles são fortalecedores,
ajudando-nos a fazer escolhas diferentes e que podem levar-nos para fora
de nossos ciclos pessoais de lições cármicas e curadoras. Da forma que
criamos nossa realidade, criamos também nossa própria definição de
finais felizes.
Ao tomarmos a responsabilidade da nossa realidade, podemos olhar para
essas situações como direcionadoras, onde deliberadamente criamos alguma
coisa que foi difícil e dolorosa. Então nos movemos em direção ao
fracasso porque os resultados não foram tão alegres ou cheios de
sucessos como esperávamos. E então estamos numa encruzilhada – nos
movemos para a frente e nos restabelecemos ou ficamos presos na dor e
nos repreendemos por não ter feito melhor, por não aplicar nosso
conhecimento espiritual e evitar a situação, por não sermos capazes de
ver o que iria acontecer e criar uma saída diferente. Podemos mover-nos
adiante quando mudamos nossa definição de final feliz.
Podemos criar sucesso fora do que parece ser uma adversidade quando
mudamos nossa definição de final feliz. E podemos fazê-lo examinando o
processo de aprendizagem. Primeiro, deliberadamente criamos uma situação
com o objetivo de ajudar-nos a obter conhecimento, confiança e aumentar
nosso entendimento espiritual. Então permitimos que isso desgaste nossa
segurança e confiança e fique preso porque estamos apegados ao
resultado. Julgamos o resultado como uma falha por que ele não atingiu
nossas expectativas e o resultado não foi feliz – mas estamos julgando
isso com base em como nos sentimos e não no que aconteceu.
E, nossa definição de “final feliz” não é a mesma da definição do
Universo. Da perspectiva espiritual, um final feliz ocorre quando
alcançamos nossos níveis de crescimento espiritual e de entendimento,
que nem sempre é um “conto de fadas” feliz e às vezes envolve um final
doloroso. Com finais felizes nós somos mais fortes, sábios, mais
confiantes e sempre nos aproximamos de níveis espirituais. Mas isso
sempre significa que podemos ter que liberar algo ou alguém, largar uma
expectativa ou mudar nossa perspectiva.
A recuperação é uma parte importante deste processo, parte essa que
frequentemente esquecemos ou não damos importância. Esta é a parte mais
importante do nosso processo de aprendizado por que nos permite acessar
o que aconteceu, ver o que criamos, todo aspecto de aprendizado e cura
que esteve disponível e como isso nos moveu adiante em nosso caminho. O
auto-perdão é uma parte importante desse processo. Freqüentemente somos
os mais severos conosco quando sentimos que deveríamos saber mais,
deveríamos ter visto que vinha uma lição ou mesmo termos sido capazes de
evitá-la. Nem sempre podemos criar finais felizes simplesmente evitando
lições mas podemos criá-las celebrando o que aprendemos.
Cada passo dado adiante nos ajuda a criar uma realidade fortalecida,
toda lição que aprendemos, que é imbuída de dor, nos direciona para uma
finalização que traz aspectos de nossa cura. E isto é um final muito
feliz por que significa que completamos um ciclo cármico, que
finalizamos um aspecto do crescimento de nosso espírito e nos movemos em
direção a uma nova fase da nossa jornada espiritual. Antes de permitir
que uma experiência difícil nos paralise em nossa caminhada danificando
nossa segurança, crença e fé em nós mesmos e no Universo, podemos
encontrar um final feliz e usá-lo para auxiliar-nos a criar uma saída
diferente na próxima lição.
O final feliz pode não ser o que nós imaginamos e o processo pode ser
mais longo do que havíamos considerado. Mas, com o que nós aprendemos,
quanto a mais sabemos e o que estaremos agora aptos a criar com esse
conhecimento? Este é o final feliz, o que podemos levar conosco como uma
fonte permanente de conhecimento e de entendimento e usá-lo para criar
novos e diferentes finais felizes.
Traduzido por Virgínia
Martinez Dammroze
Itu, 06.05.08 dammroze@uol.com.br
Direitos reservados © 2004,2005, 2006 para Jennifer Hoffman.
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