HÍBRIDOS CULTURAIS
Mensagem de Jennifer Hoffman
01 de Abril de 2012
 
Como muitos Índigos de minha geração, eu sou uma híbrido cultural, alguém que experienciou viver em múltiplas culturas. Nasci e me criei na França e em outras partes da Europa, mas vivi nos Estados Unidos durante muitos anos. Embora isto me dê a vantagem de ter um conhecimento profundo de várias culturas, significa também que sinto não pertencer a qualquer lugar. Sou muito Americana para ser Francesa e muito Francesa para ser Americana. Não tenho uma identidade cultural tradicional e isto me aborreceu por muitos anos. Mas ultimamente eu percebi que tenho algo melhor e o que eu considerava como um fardo terrível é realmente uma ponte para uma compreensão maior.

Mudei-me para os Estados Unidos quando tinha 17 anos e o choque cultural foi terrível. Meus pais tinham se divorciado, minha mãe, que é Francesa, conseguiu a custódia dos filhos e assim mudamos para os Estados Unidos. Sim, eu poderia ter voltado à França, mas isto não foi uma opção para mim naquela época por muitas razões. Os anos se passaram e eu voltei à Europa muitas vezes, mas nunca para viver lá permanentemente. Quando eu retornava, meus amigos e a minha família comentavam que eu estava me tornando “Americana”, o que me aborrecia, mas quando eu estava nos Estados Unidos, os meus amigos Americanos diziam que eu estava “diferente” e que eles não me compreendiam. Pensei que isto fosse uma maldição, mas era realmente uma bênção.

Percebo agora que o que eu aprendi nos Estados Unidos expandiu a minha capacidade de fazer o meu trabalho de servir e de ensinar aos outros. As habilidades empresariais, a educação e a experiência que eu adquiri, não estariam disponíveis a mim na Europa. Isto me preparou para entrar em outras áreas de ensino, e eu usarei todo o conhecimento cultural, a experiência e as habilidades que tenho para alcançar muitas pessoas da forma com que elas possam se relacionar. Isto é verdade para muitos adultos Índigos e também para as crianças Índigo de hoje, que foram criadas na transparência cultural da era digital e que se vêem como cidadãos do mundo.

É difícil se sentir como se realmente não pertencesse a lugar algum, mas é necessário, à medida que avançamos para uma maior consciência de nós mesmos, como a família da humanidade.

Precisamos nos ver como o coletivo, além da cultura, assim nos concentramos onde somos semelhantes, em vez de em nossas diferenças. A geração dos híbridos culturais é uma ponte que irá ligar as culturas, onde novas idéias e pensamentos podem ser transmitidos de maneira positiva, expansiva e não ameaçadora, para que todos se sintam confortáveis. Embora ache que seja um processo doloroso, este tem sido o melhor caminho para mim e estou ansiosa para ser uma embaixatriz cultural para o mundo, juntamente com muitos de vocês. Juntos, mudaremos o mundo, sem forçar maneiras diferentes, mas compartilhando as nossas experiências e integrando novas idéias às antigas tradições culturais.

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Traduzido por: Regina Drumond Chichorro – reginamadrumond@yahoo.com.br

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Fonte:  www.enlighteninglife.com 
 
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