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Agosto parece destinado a
ser um mês de introspecção mais e mais intenso, enquanto Netuno
retrógrado se move novamente para Aquário, Mercúrio segue retrógrado
em Virgem (e então voltando a Leão), Ceres retrógrado entra em
Peixes e Júpiter segue retrógrado em Touro no final do mês. Além
disto, com Plutão, Palas Atena, Vesta, Quiron, Plutão e Urano todos
retrógrados durante todo o mês, é claro ver por que há um foco
interior tão forte.
No entanto, o trabalho interno não tem que significar um trabalho
penoso, enfadonho, sufocante e cansativo; ele pode ser liberador,
capacitador e iluminador; e este é o foco agora. É o momento de cada
um de nós nos movermos além da luz e da escuridão, para um espaço de
conhecimento interior. Este é um espaço onde não temos medo de
honrar cada aspecto de nossos Seres, e um espaço onde podemos nos
entregar mais e mais à abundância do Universo.
Como pensamos é realmente importante agora, pois os nossos
pensamentos moldam as nossas vidas. Mercúrio Retrógrado irá garantir
que consideremos mais os nossos pensamentos. É uma escolha, porém, e
podemos escolher permanecer como estamos, mas parece uma
oportunidade desperdiçada, se não explorarmos pelo menos este
admirável mundo novo que nos está sendo mostrado agora.
Assim, com todo este foco interior, parece claro que poderíamos
estar nos sentindo um pouco sobrecarregados com a vida no momento!
No entanto, ao mesmo tempo, através da opressão, se pudermos nos
conectar com este espaço de conhecimento interior, compreenderemos
que não há nada a temer, nada com que nos sentirmos oprimidos.
Enquanto muitos podem estar enfrentando alguns dos maiores desafios
no momento atual, estes desafios estão trazendo à superfície força,
resolução, foco, fé e crença. Naturalmente, estes sempre estiveram
lá, mas muitas vezes é nestes momentos de necessidade que nos
interiorizamos profundamente à busca de soluções e respostas.
Podemos escolher nos sentirmos incapacitados, ou nos tornarmos
capacitados, inspirados e iluminados. Parece correta a citação de
Friedrich Nietzsche: “O que não nos mata, torna-nos mais fortes.”
Isto poderia soar um pouco dramático, mas estamos passando agora por
um processo de desprendimento, como uma serpente e a sua pele;
estamos deixando ir os nossos velhos eus a fim de renascermos...
Sarah-Jane Grace www.theplanetwhisperer.co.uk
Direitos Autorais © 2006-2011 Sarah-Jane Grace.
Tradução: Regina Drumond –
[email protected]
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A Ave Fênix
Existem diferentes visões sobre o mito da Fênix, um dos mais
difundidos e conhecidos no Ocidente.
Por Helena Gerenstadt

A lenda da ave Fênix está relacionada com o antigo Egito e com o
culto ao Sol, sendo que sua pátria era a Etiópia. A ave vivia
durante um período de tempo que alguns mitólogos cifram em
quinhentos anos, outros em 1.461, e outros ainda em 12.994 anos.
Todos coincidem que o aspecto da Fênix era de uma grande beleza,
sendo parecida com uma garça, do tamanho de uma águia e com longas
penas. Para os egípcios, era como o símbolo da imortalidade e deus
protetor dos mortos, devido à sua relação com o renascimento.
Diziam que era de uma cor vermelha intensa e as penas cor de ouro.
Em sua honra, lhe dedicaram um templo em Heliópolis, que foi a
cidade sagrada da Fênix, para a qual voltava de tempos em tempos
para morrer e renascer, já que este é o seu principal papel:
renascer e criar a si mesma.
A lenda da Fênix está muito relacionada com a sua morte e
ressurreição; é uma ave única, que não pode se reproduzir com os
outros animais. No Reino Médio do Egito, diziam que era o guia do
Sol e era associada ao planeta Vênus; na sua representação como
garça, às vezes levava uma coroa branca e duas plumas, ou a coroa
Atef, ou disco solar.
Segundo o historiador grego Heródoto, a cada 500 anos, a ave criava
uma fogueira de incenso, que ardia, e da qual nascia uma nova ave
que, com o calor, se transformava em uma nova Fênix. Dizem também
que ela nasce e morre no fogo, como o Sol que aparece com o brilho
dourado da aurora e morre com o vermelho do entardecer. Quando a
Fênix sentia que chegava o fim de sua existência, recolhia e
acumulava plantas aromáticas, incensos e resinas, e construía um
grande ninho exposto aos raios solares. O calor do Sol, incidindo
sobre as plantas secas, incendiava o ninho, e a Fênix ardia com ele,
convertendo-se em cinzas. Do ninho impregnado com os restos da ave,
surgia lentamente uma ave que se convertia na Fênix, e o primeiro
cuidado que tinha era depositar os restos de seu pai num tronco oco.
Escoltada por uma grande quantidade de aves de várias espécies,
levava essas relíquias até Heliópolis, onde as depositava no Altar
do Sol em honra ao deus Rá. Depois que acabava essa homenagem a seu
progenitor, a jovem Fênix voltava para a Etiópia e ali vivia,
alimentando-se de gotas de incenso, até que chegava o final de seus
dias.
Entre os pagãos, a Fênix simbolizou a castidade e a temperança e,
entre os cristãos, a ressurreição.
Dizem que, no Jardim do Paraíso, o Éden original, debaixo da Árvore
da Sabedoria crescia uma roseira. De sua primeira rosa nasceu um
pássaro, e seu vôo era como um raio de luz, com magníficas cores e
maravilhoso canto.
Quando Eva pegou o fruto proibido da ciência do bem e do mal, a ave
foi a única que não quis provar as frutas da árvore proibida, e
quando Eva e Adão foram expulsos do Paraíso, da espada de um anjo
caiu uma chispa divina no ninho da ave, pegando fogo no mesmo
instante.
A ave morreu nessa fogueira, mas das próprias chamas surgiu uma
outra, a Fênix, com uma plumagem inigualável, com o corpo dourado.
Posteriormente, a fábula a situa na Arábia, onde habitava próxima de
um poço de águas frescas, e no qual se banhava todos os dias,
entoando uma melodia bela que faz com que o Deus Sol detenha o seu
carro para escutá-la.
A imortalidade foi o prêmio por sua fidelidade ao preceito divino,
junto com outras qualidades como o conhecimento, a capacidade
curativa de suas lágrimas, ou sua incrível força. Em todas as suas
vidas, sua missão foi transmitir a sabedoria que possui desde a sua
origem, junto da Árvore do Conhecimento, servindo de inspiração aos
que buscam o saber, tanto aos artistas como aos cientistas.
A cada 100, 500 anos – e, em algumas versões, como dissemos, em 540,
1.461 ou 12.994 anos – constrói uma pira funerária em seu próprio
ninho, e coloca incensos e plantas aromáticas, cantando belas
canções, e coloca fogo em si mesmo, até extinguir-se.
Não existe mais do que uma ave, e sua forma de reprodução é o
renascimento de suas cinzas. Esse mito se estendeu amplamente entre
os gregos, que lhe deram o nome de Phoenicoperus, que significa
"asas vermelhas", e que posteriormente se estendeu por toda a Europa
romana. Durante a dominação de Roma, os primeiros cristãos,
influenciados pelos cultos helênicos, fizeram dessa singular
criatura um símbolo vivente da imortalidade e da ressurreição.
Outro simbolismo da ave Fênix é a esperança; a esperança que nunca
deve morrer no homem. Como a nova Fênix acumula todo o conhecimento
obtido por suas antecessoras – que, na realidade, são a mesma – um
novo ciclo de inspiração e esperança começa. |