| |
O INFINITO HUMANO
FLUXO
Uma mensagem de Scott Rabalais,
Terça 24 de Agosto 2010

Imaginai-vos sentados numa
confortável jangada insuflável, flutuando pelo rio abaixo a um ritmo
casual, apanhando um sol nutritivo, uma brisa fresca e as paisagens
e sons da natureza. Para mover a jusante não é preciso nenhum
esforço ou navegação; vai-se com o rio. Neste rio não há nenhuma
possibilidade de perigo, não há cachoeiras de que ficar longe e
nenhuma queda de água mortal no final da viagem. É tudo seguro,
sólido e estável.
O que torna esta jornada tão interessante e excitante é que não
haveis estado neste rio antes e não tendes ideia do que vos espera
ao dobrar da curva. E, contudo, cada momento do passeio na jangada é
preenchido com a imensidão do que a natureza tem para oferecer. A
chave para apreciar esta elevada experiência, entretanto, é apenas
relaxar e deixar que a jangada e o rio vos levem nesta jornada. Não
há literalmente nada para fazer, para além de estardes apenas
conscientes do que é. É uma oportunidade de “ir com o fluxo”.
Na auto-consciência da luz, experimenta-se a sensação de “ir com o
fluxo”, mais do que no rio. Nesta consciência, a experiência da vida
parece fluir em e através de um ser. Este “fluxo” pode ser sentido
como uma muito gentil e subtil cutucada que nos orienta ao longo do
caminho da vida. Nunca é enérgica, mas oferece-nos, no entanto, a
oportunidade de viver no nosso caminho mais elevado. Conduz-nos para
onde precisamos de ir na experiência das nossas almas e, finalmente,
para a nossa maior realização.
Tal como com as outras qualidades da luz, o fluxo é experienciado
quando a mente pensante fica suficientemente silenciosa. Enquanto
esta se pode sentir, por vezes, como uma tempestade no mar, o fluxo
é uma calma e tranquila experiência gerada através e pela alma.
Apesar de “fluxo” sugerir acção, é um movimento percebido da luz que
é puro e pacífico. Na sua natureza, é benevolente e leva-nos apenas
para aquilo que é cumprido ao nível da alma.
O fluxo é experienciado no presente. É a energia e luz e orientação
do momento. Não nos dá necessariamente o que está ao virar da
esquina, por assim dizer, nem habita naquilo que já foi
experimentado rio acima. O fluxo traz-nos, naturalmente, o que é
nosso e o que é preciso para a experiência que a nossa alma deseja
de nós. Quer seja comida, abrigo, ideias, recursos, pessoas,
conhecimento ou orientação, o fluxo contém tudo o que é necessário
no presente para uma experiência de vida completa.
Por natureza, o fluxo é abundante; não falta. Dentro do fluxo está a
infinita inteligência do que é necessário para a situação em mão.
Pode não ir de encontro aos quereres e desejos projectados da
pessoa, que vêm de uma mente pensante e condicionada, mas
providencia sempre o que é projectado a partir da alma ou do nível
da luz. E, para receber a abundância da alma, precisamos apenas de
nos sentarmos na jangada e acolher tudo o que naturalmente atraímos.
Isto não significa que não haverá acção física e/ou pensamento no
processo de se viver a vida. Contudo, o que se precisa de energia
física para realizar os desejos da alma estará lá. E, as ideias ou
informação necessárias para viver naturalmente virão também. Embora
o corpo e a mente sejam também aspectos da luz, eles podem ser
vistos como instrumentos para expressar os desejos da alma. Existe
uma grande alegria no movimento físico e no exercício mental, quando
é expresso naturalmente da luz.
Na analogia do rio, o fluxo é visto como uma energia que se desloca
através da água, assim como a luz se move através do cosmos. Na
experiência do fluxo através do tempo linear existe uma sensação de
conexão entre e dentre todos os aspectos do fluxo. O rio, enquanto
composto por muitas gotículas de água, é um rio fluindo de uma
maneira harmoniosa. A energia que se move na e através da água é
consciente e inteligente, tal como o fluxo que é experienciado pelo
ser humano. Não é preciso dissecar ou analisar o fluxo para o
compreender. Em vez disso, precisa-se apenas de se entregar a ele e
permitir que ele faça a sua “magia”.
Ir com o fluxo envolve uma completa confiança na sua natureza. O
fluxo é simplesmente uma qualidade da luz, que é a inerente
benevolência da existência. É da mesma “fábrica” como todas as
outras características da luz, embora talvez seja descrita de acordo
com a sua natureza de movimento. Enquanto a mente pensante é capaz
de interferir com o fluxo, uma consciência e aceitação do fluxo
rejeitará quaisquer potenciais desvios da sua direcção natural. É na
mente silenciosa e quieta que o fluxo é sempre tão claramente
experienciado, e é uma mente livre do medo e da dúvida que permite
que o fluxo seja expresso.
Pode-se não ter recursos financeiros, não ter comida e não ter ideia
de como a alimentação possa vir de alguma forma nos momentos
seguintes. Talvez o estômago esteja roncando e a situação pareça sem
esperança. Quando se confia no fluxo, haverá sempre uma maneira das
necessidades serem supridas. A infinita inteligência sabe tudo e vê
tudo, a partir do estado de cada uma das nossas células físicas para
o estado mais grandioso dos universos. Com esse conhecimento virá
uma inspiração, uma oportunidade ou uma situação que conduzirá à
realização das nossas necessidades. O nosso dever como seres humanos
é, simplesmente, estarmos abertos e receptivos ao que está no fluxo.
Fluindo no fluxo, por natureza, traz-nos grande alegria e
abundância.
Ao assumir-se o compromisso de “ir com o fluxo” sabe-se que “tudo
vai correr bem”. Não há necessidade de preocupação pelo amanhã ou
medo de se ficar sem. Não há nenhuma falta no fluxo; ele cuida de si
mesmo sempre. Sendo da luz, não temos necessidade de estarmos
preocupados, pelo menos no que respeita a qualquer escassez na vida.
O fluxo conhece-nos melhor do que nós nos conhecemos.
Como outro exemplo, imagine que alguém vai a conduzir no meio do
deserto e de repente o carro pára de andar. Que se deve fazer? Então
e uma ameaça de ataque ou de ficar lá encalhado? Nesta situação (e
em qualquer outra), só é preciso voltar-se para o fluxo para saber
qual é a melhor acção (ou não-acção) no momento. Talvez seja melhor
sentar-se e aguardar por um curto período, talvez haja um viajante a
caminho que possa providenciar ajuda. Enquanto a mente pode não
estar consciente da ajuda a caminho, a infinita inteligência sabe e
a alma pode informar o viajante encalhado para ficar deitado no
entretanto.
O fluxo não se limita apenas às chamadas situações drásticas. O
fluxo é um modo de vida, um “lugar” a que podemos chamar casa e uma
força à qual nos podemos entregar. É como estamos destinados a
viver, a não depender apenas do racional, do pensamento, do cálculo
e do “senso comum” da mente. Alguns podem chamar a “ir com o fluxo”
de irresponsável e negligente, contudo não há maior responsabilidade
do que confiar na infinita inteligência para ser o capitão da vossa
vida. O fluxo naturalmente dita para onde vai a nossa vida, em cada
momento e em cada situação. Quando vivemos no fluxo, ele está sempre
na nossa consciência. O fluxo está para além do pensamento, no
entanto pode usar as nossas habilidades mentais para manifestar nos
domínios mental e físico.
A infinita inteligência conhece as nossas necessidades para o espaço
de tempo das nossas vidas. Assim, no fluxo, é inteiramente possível
que nós sejamos guiados para abrir uma conta poupança para usar mais
tarde na vida. Ou é provável que nos mantenha sem economias, sabendo
que a riqueza virá ao nosso encontro através de alguns meios
imprevistos mais tarde. No fluxo, não há necessidade de saber tudo
antecipadamente. O presente é suficiente em si mesmo.
Viver no fluxo é fácil, divertido e alegre. Não precisamos de vidas
cheia de problemas caracterizados pela luta, ansiedade e
preocupação. Podemos descansar no conhecimento de que seremos
transportados ao longo do nosso caminho como numa carruagem
gloriosa, neste caso, numa carruagem de luz. Ou, se preferirmos a
água, podemos apreciar a viagem da vida simplesmente flutuando pelo
rio abaixo. A única regra na vida é não haver regras de todo: Ide
com o fluxo.
Direitos de Autor Scott Rabalais – É dada autorização para copiar e
redistribuir este artigo livremente na condição do nome do autor ser
incluído no mesmo.
Tradução: Ana Belo
[email protected]
Gostou!
Indique para seus amigos.
|Topo
da Página| - |Voltar Menu Outras
Canalizações| - |Voltar Home|
|
|